02 maio, 2011


Dois sentidos:
A porta de entrada
é também de saída.

22 novembro, 2009





Um som se eleva
numa espiral sem fim,
tudo roda.

Enigmático




Enigmático,
o sorriso do Buda

pode ser tudo




26 setembro, 2009

414 - Raios de Sol


Raios de Sol
pintam de alegria
rostos e casas velhas


26 agosto, 2009

Pipas bailam no céu


Pipas bailam nos céus
e a sombra segue o homem
pelo chão


27 maio, 2009

No meio do jardim

 


No meio do jardim
a mulher de pedra
embala o filho.

31 março, 2009

Rochas


Rochas brincam no mar
envoltas em espuma
como crianças





25 março, 2009

O menino


Meio dormindo

o menino abraça
o seu ursinho

Frágil semente

Frágil semente
se guarda não sente
pressa em se dar

A pequena BRANCA DE NEVE

Branca de Neve
menina amada
de conto de fadas

14 março, 2009

De olhos baixos


De olhos baixos

está Catarina

espera, não pensa.



Casa abandonada


Casa abandonada,

poucos a olham de frente,

apressam o passo,

como diante da Velha

que nem estende a mão,

apenas está,

dentro de seu passado.




12 março, 2009

Sem pressas



Tartarugas seguem
com seu passo lento
a casa às costas




11 março, 2009

Pensamentos


Pensamentos

sem limites nem fronteira
vagueiam no ar



07 março, 2009

No olhar do gato


No olhar do gato
Sigo o pássaro
Voando no céu

10 setembro, 2008

Cristal de quartzo


















Em mil pedaços
Qual cristal de quartzo
sou eu inteira

À roda do lago

Monte do Azinhal, Lavre, Portugal

foto de Filomena Salavessa

À roda do lago
árvores sedentas
banham raízes

Haicai de Eugénia Tabosa

28 novembro, 2007

Quem planta, colhe













Entre as largas folhas da videira, dourados cachos de “uva moscatel” amadurecem sem pressas no final do Verão.

Quantos desvelos e canseiras, "meninas dos meus olhos":

Regar, podar, levantar a parreira. Livrá-la de pragas e maus tempos...

O zumbido das abelhas, o calor do Sol e o doce aroma da fruta envolvem o vinhateiro que limpa o rosto
suado sorrindo...

Uvas que um dia, transformadas em perfumado e generoso vinho, bailarão na taça que ergo a ti, oh Natureza, Mãe de todos nós!


29 abril, 2007

Telúricos xistos





















Telúricos xistos
abruptos, agudos
esperam o mar

05 abril, 2007

Paz dos peixes (MC – 037)












No seu mundo tranqüilo os peixes deslizam nas águas do lago onde o céu parece também querer mergulhar


04 abril, 2007

11 março, 2007

10 março, 2007

Casa abandonada (MC - 021)

















Casa abandonada, poucas pessoas a olham de frente, apressam o passo como diante da Velha que nem estende a mão, apenas está, dentro de seu passado.


08 março, 2007

Mãos de trabalho (H - 193)










Mãos de trabalho
tocam delicadas
os frutos maduros


01 março, 2007

Papoilas (H - 165)










Meninas papoilas
bailam graciosas
numa perna só



Presença (H - 191)










Uma flor na casa
é a lembrança
da tua presença



16 fevereiro, 2007

Folhas (H - 128)

















Suspensas do galho
as folhas
agarram-se à árvore


O último "auto de fé" em Portugal (C - 004)

Durante uma visita de estudo a Monsanto senti-me nuito impressionada com a atmosfera geral da cidade e particularmente nesta rua e diante esta casa.
Deixei o grupo de professores meus colegas se afastar, para tentar compreender, ser só sentidos.
E foi silêncio e o tempo como que parado e uma estranha sensação de perigo latente.

Bati a foto e saí quase correndo. Os meus amigos perguntaram se me sentia mal ao me verem tão alterada.

Dias depois, já em casa, lembrei-me duma antiga notícia de jornal em que era referido o último "Auto de Fé" em Portugal (1931). Em breves palavras lembravam como naquela vila aparentemente pacífica o povo queimara uma jovem acusada de bruxaria.
E aí eu revi a serra agreste, as casas de granito, fechadas como fechados e agrstes eram as mulheres de negro que encontramos. não havia crianças nem risos apenas o vento corria solto pela cidade trazendo os cheiros bravios da serra.

13 fevereiro, 2006

Partida anunciada (P - 034)


Como em foto
já esquecida
assim me olhei
ausente
sem ter partido.
Como o ontem
logo amanhã,
rio sem margens
correndo suave
e quente.
Noite logo dia
assim é o tempo,
guardei em adeus
este instante
de sépia vestido.

Oh seu Clovis !


Clovis, "o pacífico"


Tão sereno, tomando banho de Luz, ninguém diria que andara comendo as plantinhas...

25 março, 2005

A borboleta (H - 195)



Por instantes
a borboleta ganha forças
para voar.

Nos fios (H - 194)


Nos fios
os pássaros
escrevem música

15 março, 2005


Na loja dos chocolates...ai perdição...olhar a beleza da luminária diminuia um pouco meus desejos Posted by Hello

Cerâmicas em Tiradentes, Minas Gerais Posted by Hello

Carlos Posted by Hello